Há coisas que a gente só entende depois de crescer.
Quando somos crianças, talvez não percebamos o valor de alguns momentos.
O pai que acordava cedo.
O pai que levava para o treino.
O pai que esperava terminar a aula.
O pai que ensinava a segurar a raquete.
O pai que dizia:
“Vai. Tenta mais uma vez.”
Naquele momento, parecia apenas mais um treino.
Mais uma partida.
Mais uma tarde.
Mas o tempo passa.
E um dia percebemos que não estávamos aprendendo apenas a jogar.
Estávamos aprendendo a persistir.
A perder.
A tentar novamente.
A respeitar o adversário.
A comemorar sem diminuir ninguém.
A entender que nem todos os dias terminam com uma vitória.
Ele ensina muito mais do que aquilo que acontece dentro das linhas da quadra.
O pai não precisa ser o melhor jogador
Ele não precisa saber sacar.
Não precisa conhecer todas as regras.
Não precisa ganhar do filho.
Às vezes, basta estar ali.
Porque existe uma diferença enorme entre ensinar um esporte e compartilhar um momento.
Uma criança talvez esqueça o placar daquela partida.
Mas dificilmente esquecerá quem estava do outro lado da quadra.
Quem bateu palma.
Quem esperou.
Quem buscou a bola.
Quem sorriu depois de uma dupla falta.
Quem disse:
“Foi por pouco. Vamos de novo?”
É assim que algumas memórias são construídas.
Sem perceber.
Um dia o filho cresce
Essa talvez seja a parte mais difícil.
A criança que precisava da mão do pai começa a andar sozinha.
Depois começa a correr.
Depois começa a competir.
E, quando percebemos, aquele menino ou aquela menina já está do outro lado da rede.
Mais rápido.
Mais forte.
Talvez até ganhando do pai.
E deveria ser assim.
Porque talvez uma das maiores vitórias de um pai seja justamente perceber que o filho não precisa mais que ele segure sua mão.
Mas ainda pode escolher caminhar ao seu lado.
O esporte cria uma linguagem entre os dois
Nem todo pai sabe conversar sobre sentimentos.
Nem todo filho sabe dizer o que sente.
Mas uma quadra pode fazer essa ponte.
Uma partida pode aproximar.
Um treino pode virar conversa.
Uma derrota pode virar conselho.
Uma vitória pode virar abraço.
E, entre uma bola e outra, pai e filho encontram uma maneira de estar juntos.
Sem celular.
Sem pressa.
Sem distrações.
Apenas os dois.
O melhor presente talvez seja tempo
A gente costuma pensar que presente é aquilo que pode ser comprado.
Mas talvez, para um filho, um dos maiores presentes seja simplesmente ter o pai presente.
E para um pai, talvez não exista presente maior do que perceber que o filho ainda quer compartilhar alguma coisa com ele.
Pode ser tênis.
Pode ser beach tennis.
Pode ser futebol.
Pode ser corrida.
Pode ser qualquer esporte.
O esporte é apenas o pretexto.
“O que fica é o tempo compartilhado.”
Um dia, serão essas lembranças
Talvez daqui a muitos anos, aquele filho não se lembre de quanto custava a raquete.
Nem de quantas partidas ganhou.
Nem da posição que ocupava no ranking.
Mas talvez se lembre daquela manhã.
Daquela quadra.
Do cheiro do tênis.
Do pai sentado esperando.
Da primeira vez que conseguiu acertar aquele golpe.
E principalmente de ouvir:
“Eu sabia que você conseguia.”
É disso que são feitas algumas das melhores memórias da vida.
Para todos os pais que já estiveram ao lado de uma quadra
Aos pais que ensinam.
Aos que acompanham.
Aos que incentivam.
Aos que vibram.
Aos que também aprendem.
Aos que estão presentes.
E também aos pais que hoje estão longe, mas continuam presentes nas lembranças dos filhos.
Que nunca faltem motivos para jogar mais uma partida.
Mais um treino. Mais uma conversa. Mais um abraço.
Porque, no fim, algumas partidas a gente nunca esquece.
O esporte marca pontos. A vida marca momentos. E algumas partidas a gente nunca esquece.
Ranketes · Sua história nas quadras.